Capital Intelectual do Executivo e do Empreendedor!

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Mar 22, 2017

Capital Intelectual do Executivo e do Empreendedor!

Você tem um plano para aumentar seu capital intelectual?

Por Elber Mazaro


Dando seguimento a série de artigos que discute os três capitais relevantes para executivos e empreendedores, que surgiu da minha pesquisa para o mestrado em empreendedorismo da FEA/USP e respectiva dissertação, vou abordar neste artigo, o segundo elemento, o Capital Intelectual.


Eu também chamo o capital intelectual do empreendedor ou executivo, de repertório, que ele traz consigo, somando seus aprendizados teóricos e práticos durante a carreira e a própria vida.


Estamos vivendo em um mundo dinâmico e que se transforma de maneira cada vez mais rápida, muito em função da evolução tecnológica e portanto se faz necessário para qualquer profissional buscar atualização constante.


No caso do empreendedor, muitos dizem que a parte mais difícil não é ter uma ideia espetacular e sim ser capaz de implementá-la com rapidez e competência, e isto demanda ter o conhecimento técnico, ter o entendimento do mercado e as habilidades necessárias para planejar, executar, avaliar e fazer os ajustes necessários para um negócio ser bem sucedido. Toda esta competência, que poder estar presente em diferentes pessoas envolvidas com o projeto, e as habilidades necessárias, fazem parte do que estou chamando de Capital Intelectual.


Durante minhas entrevistas com executivos que fizeram a transição para o empreendedorismo, ficou muito clara a importância do Capital Intelectual. Muitos dos entrevistados apontaram a importância de conhecimento do segmento de atuação, além do destaque ao conhecimento relacionado à tecnologia, pois foi antecipando uma mudança tecnológica, que permitiu a alguns deles identificarem uma oportunidade de negócio para investir.


Também foi destacado durante o processo de entrevistas, a capacitação de mão de obra e a seleção de profissionais com as competências para construção de valor no empreendimento. Não só no momento inicial mas durante todos o desenvolvimento e nas “pivotagens”.


Durante um processo de mentoria profissional no ano passado eu perguntei ao mentorado, que atua na área de gestão em vendas, quando ele tinha feito o seu último curso ou treinamento formal. Após pensar bastante, mencionou que tinha feito vários cursos nas empresas multinacionais em que tinha trabalhado, mas por conta própria, o último treinamento tinha sido feito há uns 20 anos.


Eu então perguntei como ele achava que isto seria visto por um recrutador que o procurasse para uma posição executiva e ele me respondeu que isto poderia dar impressão de acomodado ou sem iniciativa própria para se atualizar, ou mesmo que já sabia tudo o que precisava. Ele mesmo trouxe a conclusão que suas chances seriam muito reduzidas com uma percepção destas.


Olhando por outro lado, meu sócio iniciou o Descomplicando Carreiras, porque após centenas de entrevistas em processos de “admission” de cursos de MBA, chegou a conclusão que a grande maioria dos estudantes buscava o diploma, mais que o conhecimento ou estavam muito iludidos com as consequências na carreira após a conclusão do curso.


Eles acreditavam que iriam ser promovidos, ou conseguiriam mudar de carreira, ou teriam aumento de salário, somente por terem concluído o curso de MBA (qualquer que fosse) e sabemos por experiência prática que isto tem pouca chance de acontecer, sem algo mais. Diploma não é capital intelectual. É preciso ter absorvido o conhecimento e ser capaz de aplicá-lo e se tiver várias experiências de aplicação, melhor ainda.


Recentemente em uma palestra com um dos principais headhunters da América Latina, ouvi sobre a relevância do sétimo hábito das pessoas altamente eficazes, segundo o  best-seller de Stephen Covey. Na palestra o sétimo hábito foi mencionado como “continuar afiando a faca ou o instrumento de corte do seu trabalho”, que para mim, significa, em modo contínuo, desenvolver o seu capital intelectual, suas capacidades, seu conhecimento e competências para antecipar demandas profissionais e oportunidades, para agir e conquistar resultados diferenciados, podendo ser como executivo no mundo corporativo ou inovando como empreendedor.


Podemos colocar na lista do capital intelectual a capacidade de se comunicar em diferentes línguas, barreira para muitas pessoas que até gostariam de trabalhar em uma multinacional mas não dominam outro idioma. Portanto, não são apenas cursos formais e longos que geram mais capital intelectual. É possível aprender também em atividades curtas, como uma palestra ou fazendo um curso de poucas horas na internet.


O que considero mais importante é ter atitude de continuar aprendendo sempre, e poder agregar capacidades à sua “mala de ferramentas” profissional, de maneira contínua e coerente. Isto pede um pouco de reflexão sobre em que áreas você é bom, de quais assuntos gosta, o que pode ser demandado no mercado, e como você pode aprender e experimentar coisas novas nesta intersecção de respostas, desde que tenha foco em aplicar / usar suas competências e a partir daí elas serão diferenciadas, valorizadas e requisitadas.


Você tem um plano para aumentar seu capital intelectual?


Bora estudar!


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