Como começou a moda do PMO como figura de repressão?

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Dez 10, 2014

Como começou a moda do PMO como figura de repressão?

As dificuldades e desafios para os profissionais da área de projetos.

Por Alberto Parada


Basta passar pela área do escritório de projetos de algumas empresas que facilmente notará a diferença entre eles, os que foram implantados a mais tempo e passaram por adaptações, perceberam que a melhor opção para conseguir gerenciar com sucesso seus projetos não é a base de repressão, muitos outros porém estão bem distantes dessa maturidade e tratam seus colaboradores como se estivessem em plena idade média.


Historicamente os escritórios de projetos foram implantados em empresas funcionais, muitas só o fizeram por moda, ninguém imaginava que para se conseguir sucesso era essencial uma organização projetizada ou matricial, criaram a vaga de PMO, não como uma área ou departamento e sim como um cargo, e para piorar deram poderes equivalentes aos dos gerentes funcionais.


Para quem não sabe diferenciar um perfil do outro, é só lembrar dos tradicionais gerentes funcionais, aqueles que de maneira intransigente e truculenta manda seus subordinados executarem sob o risco de uma negativa perder o emprego, as atividades mais insanas.


Por mais que o responsável pelo escritório de projetos tenha experiência corporativa em estruturas projetizadas e matriciais e uma sólida formação acadêmica, é impossível contrariar as ordens ditatoriais do diretor que por mais que se esforce para implantar o PMO baseado nas melhores práticas ainda escorrega no autoritarismo, desafio árduo para conseguir mudar de atitude baseado apenas nos rasos conhecimentos adquiridos com a participação de poucas palestras e simpósios.


Os desafios não param por ai, como o PMO tem status de gerente torna-se absolutamente insano tentar convencer os mandatários a contratar gerentes de projetos para ocupar a função de gerenciar projetos, a alegação que gerente é o responsável pelo escritório de projetos, seus subordinados podem receber qualquer nomenclatura menos a de gerente, claro que tentar explicar que o gerente de projeto vai orquestrar uma série de atividades e não uma área ou departamento é perda total de tempo.


Para o recém ocupante da cadeira de chefe do escritório de projetos resta-lhe dois caminhos:


1 - Voltar para o mercado a busca de uma colocação em uma empresa com maturidade no gerenciamento dos projetos;


2 - Acatar as ordens do chefe, com a esperança de um dia conseguir provar que só é possível alcançar sucesso nos projetos, implantando verdadeiramente as melhores práticas, com todos os seus processos.


 


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