Planejar é preciso!

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Dez 22, 2016

Planejar é preciso!

Agora é uma boa hora!

 


Por Elber Mazaro 


Chegou o final do ano e como sempre vem à tona o tema de promessas, objetivos e também de planejamento para o próximo ano que se aproxima.


Na minha pesquisa para o mestrado em empreendedorismo na FEA/USP, destaco a importância do planejamento, em específico o Planejamento Estratégico Pessoa – PEP, como elemento crítico do processo de transição de um executivo para a função de empreendedor.


Sem dúvidas, os conhecimentos e técnicas de planejamento, que costumam fazer parte do repertório dos executivos de grandes empresas, são diferencias positivos para suas empreitadas empreendedoras. Faz parte do capital intelectual que pode ser aportado ao negócio.


Na minha experiência com o Descomplicando Carreiras (uma das minhas iniciativas empreendedoras), notei após dois anos, que tínhamos um grande desafio relacionado a nossa oferta. Nós estávamos nos posicionando para ajudar as pessoas a planejarem sua carreira profissional. Depois de muitos testes, experiências, conversas e pesquisas, chegamos a conclusão que culturalmente o brasileiro não costuma planejar em geral, não só a carreira. Validamos isto com uma ação de foco/resultado imediatista, que já possui mais 22 mil pessoas envolvidas.


Também tenho visto muitas discussões, que insinuam que planejar pode ser perda de tempo ou que qualquer coisa acima de um ano é inútil, justificando que estamos em um mundo muito dinâmico, e totalmente imprevisível.


Por isto eu venho aqui defender a importância de um bom planejamento, tanto para a questão estratégica da empresa ou para o ambiente pessoal, quanto para a carreira profissional, como para áreas de marketing (onde leciono em MBAs), ou para tarefas regulares como uma simples viagem.


A justificativa de que existem muitas variáveis incontroláveis e mutáveis cada vez com mais velocidade, não serve para se ignorar o dever de definir um plano de ações ou um plano estratégico com todas as variáveis controláveis, que incluem recursos, ações, medições e capitais (detalhados no último artigo, confira).


Quais o benefícios de planejar? O que um bom plano permite?



  • “As empresas fracassam na criação do futuro porque não conseguem imaginá-lo” – Gary Hamel



  • “Ou controlamos nosso próprio destino ou deixamos que forças externas o façam por nós” – Richard Smucker



  • Servir os “melhores” clientes-alvo;



  • Superar a concorrência;



  • Mapear mercados em desenvolvimento;



  • Maximizar o retorno;



  • Melhor utilização de recursos como vantagem;



  • Minimizar ameaças e surpresas;



  • Reconhecer fortalezas e fraquezas das empresas e pessoas;



  • Coordenar atividades de pessoas com ações que se interrelacionam com o tempo;



  • Identificar áreas de melhoria;



  • Preparar-se para mudanças, quando estas ocorrerem (antecipação);



  • Minimizar repostas irracionais a situações inesperadas;



  • Melhor comunicação entre os “stakeholders”;



  • Efetivo controle e acompanhamento que permite respostas mais rápidas a desvios e;



  • Redução de conflitos entre indivíduos com o alinhamento dos objetivos em diferentes níveis.


Estes são apenas alguns dos benefícios do planejamento, que valem para executivos, profissionais, empreendedores e todas as pessoas em geral, que através de um bom plano (estratégico ou tático) podem atingir seus objetivos (pessoais ou de negócios/profissionais), viabilizar a realização de sonhos e gerar desenvolvimento com execução. O PDCA (Plan, Do, Check and Act) é uma verdadeira filosofia para muitos profissionais bem sucedidos e empresas de destaque.


E quais são os elementos fundamentais de um bom planejamento?


Considero importantíssimo o entendimento do propósito, da missão, da vocação que dará motivo ou razão ao planejamento em si. Também é fundamental entender o ambiente e o contexto em que o planejamento ou a própria iniciativa estará inserida (exemplo a crise econômica e política do Brasil). Crucial é a definição de bons objetivos, que passem no teste SMART (Specific – Específicos, Measurable – Mensuráveis, Attainable ou Achievable – Atingíveis e Desafiadores,  Realistic – Realistas, e Time Bond – com Limites de Tempo).


Pouca gente faz, mas é válido também identificar os riscos e problemas que possam comprometer o atingimento dos objetivos definidos. O detalhamento das estratégia e ações para atingimento dos objetivos, representa a maior parte do plano e merecem todo o tempo e esforço necessários para que sejam feitas as melhores escolhas. Tudo deve estar submetido ao detalhamento da alocação de recursos e orçamento, assim como a metas e resultados intermediários. Finalmente, muitas vezes esquecido, como será o sistema de controle e acompanhamento do plano.


Considerando o quão importante é, que estamos no final do ano e com os elementos fundamentais definidos, você já está pronto para fazer os seus planos para 2017?


Mãos à obra!


 


Imagem: Designed by Freepik


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