A um passo da demissão!

traço

Nov 08, 2014

A um passo da demissão!

No mercado de trabalho, independente da capacidade do profissional, ninguém é insubstituível.

As únicas pessoas que podem ser consideradas insubstituíveis são os pais, obvio que os responsáveis, não os que despejam no mundo sua ninhada com a esperança que Deus irá ajudar.


O sucesso, as metas sucessivamente superadas, os elogios e os amados tapinhas nas costas, são a matéria prima para a concepção e a proliferação de uma criatura que se multiplica com facilidade pelas corporações e que tem em comum a prepotência e a insanidade de se acharem insubstituíveis, no limite creem piamente que sem eles a empresa deixará de existir.


Jamais imaginarão nem por uma fração de segundo que estejam a cada dia mais próximos do abismo da demissão, e diferente do que o mais arrogantes possam pensam que seja por inveja ou por uma articulação macabra com o objetivo de puxar-lhe o tapete, a verdade é que simplesmente deixaram de atentar para situações e erros que o colocarão em uma situação de irreversível demissão.


Sua auto-confiança o faz necessitar a cada dia mais de “palco” e da droga insaciável de aparecer, centralizador toma todas as decisões sozinho, raramente comunica aos seus pares e superiores o que está fazendo e acredita ter o cliente em absoluto controle, personaliza a máxima muito utilizada por técnicos de futebol: “eu ganhei, nós empatamos e vocês perderam”.


É mestre em criar dificuldade para vender facilidade, mostrando-se sempre hábil para resolver qualquer problema.


Esquecem que na vida nada é eterno e até os maiores gênios tem seus dias de tempestades, e por mais que acreditem serem imunes a erros, sua exposição é tão intensa que torna-se impossível não associar o erro a quem sempre esteve absolutamente onipotente e onipresente a frente de todas as situações e decisões.


A tentativa de se esconder atrás de um processo errado da empresa ou uma possível falha do cliente é facilmente derrubada, é novamente alçado ao palco, ficando no centro das atenções, porem bem diferente da maneira como sua prepotência gosta de estar.


Não existe alternativa a não ser iniciar o processo de esvaziamento, não é recomendável o afastamento abrupto das atividades, não em respeito ao seu passado, mas sim para se garantir o futuro e a continuidade dos negócios com o menor prejuízo possível prejuízos.


Suas atividades e responsabilidades são distribuídas, os processos reinantes na empresa e até então desprezados começam a invadir coerentemente as operações que até pouco tempo respeitavam apenas as vontades do ser onipresente, um novo responsável pelo cliente é designado, no máximo em trinta dias com a transição concluída a demissão será efetivada.


Para os que ainda não passaram por essa situação aproveite o aprendizado e não cometam o mesmo erro, para aqueles que conhecem pessoas a beira do abismo tente mostrar os riscos, e para aqueles que sentiram a carapuça confortavelmente encaixada, mude enquanto é tempo, aprenda a usar mais os ouvidos do que a boca!


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