Aluno: matéria prima ou futuro da nação?

traço

Fev 25, 2015

Aluno: matéria prima ou futuro da nação?

Os alunos que eram tratados como o futuro da nação, viraram matéria prima fundamental da indústria da educação

Certamente antes de você nascer já se falava da falta de valorização do professor, do nível sofrível do ensino e do fato de jogarmos o futuro do país no lixo com o descaso com a educação.


O país mudou, a tão falada ascensão das classes mais baixas para a classe média trouxe para o mercado um exército de consumidores vorazes, a explosão pelo consumo criou uma situação até pouco tempo atrás impensável que salta aos olhos e assusta: os alunos que eram tratados como o futuro da nação, viraram matéria prima fundamental para o funcionamento da indústria da educação.


Quem observa de longe pode ficar impressionado como as instituições de ensino têm um zelo e uma atenção fantástica com os alunos, mas para quem convive de perto enxerga  outra realidade, a batalha começa no vestibular, ou melhor no ex-vestibular, excetuando-se as faculdades de ponta, a esmagadora maioria tem o vestibular apenas para constar, na verdade o que importa não é provar se tem conhecimento, o importante é saber se o aluno tem a capacidade em pagar as mensalidades, e para quem não tem, ainda resta o fies para recorrer.


Uma vez matriculado e com a garantia do recebimento, o próximo desafio é não deixá-lo sair em hipótese nenhuma e se possível vender a infinidade de cursos de extensão, palestras EAD, e etc., que no fundo não servirão para ajudar em nada, apenas servem para tirar mais dinheiro.


Como matéria prima, ele deve ser cuidadosamente zelado, afinal, como o mercado estabelece “quem paga manda”, e os alunos estão mandando como nunca, entram na sala a hora que desejam, falam o quanto querem, e obviamente não podem ser reprovados jamais, quem é o louco de correr o risco de perder dinheiro.


O maior sonho dessas instituições é conseguir manter o cliente pelo maior tempo possível, quanto antes fisgá-lo melhor, conseguindo no nível médio, tudo deverá ser feito para mantê-lo até o final da pós-graduação, bolsa, desconto, ingresso sem avaliação na pós-graduação e claro nada nem ninguém pode colocar em risco um cliente com uma fidelidade que pode superar os 7 anos, isso que é receita recorrente.


Por si só, essa é uma tragédia nunca antes narrada na história do Brasil, que ganha mais adeptos diariamente, o final da história é muito trágico, basta uma simples avaliação de português, matemática ou qualquer outra disciplina e verifica-se que o cliente levou pra casa um produto chamado diploma sem nenhum valor, afinal todo conhecimento contido no histórico escolar infelizmente não passam de informações, porque o conteúdo ali descrito ficou perdido no banco da escola.


E quanto aos professores, a esses não têm do que reclamar, dão aula em salas modernas, com ar condicionado, data show, tudo que eles precisam para poder passar a maior quantidade de conteúdo no menor espaço de tempo possível e claro sem querer ser louco de exigir que seus expectadores sejam obrigados a provar que entenderam e aprenderam o que ali foi ensinado.


Pobre Brasil, eternamente o país do futuro que todo mundo tem que levar vantagem, certo?


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